Um pouco de queijo tipo cottage, um pouquinho de creme de leite, uma pitada de sal. Biscoitos tipo doritos, só que gayritos. Fiquei me sentindo a tal.
Agora preciso aprender a fazer carne com molho.
Um pouco de queijo tipo cottage, um pouquinho de creme de leite, uma pitada de sal. Biscoitos tipo doritos, só que gayritos. Fiquei me sentindo a tal.
Agora preciso aprender a fazer carne com molho.
Lá vem julho pra me lembrar de velhas paixões. Bolo de chocolate, inverno, dias curtos e noites longas. Lá vem julho pra me cobrar mais aventuras. Listas, filmes, livros, projetos. Lá vem julho me cumprimentar por estar nesse mundo mais um ano. Feliz mês, feliz dia, feliz julho pra mim <3
Foto ilustrativa, cheia de filtros e retoques, pensada milimetricamente para aquele quadrado. Algumas informações nutricionais, para prevenir alergias graves "Não quero filhos", "Esquerda", "Não fumo". E um simples gesto, aprovação, desaprovação ou estrelinha (pra agilizar a vida, como fast food).
Muita gente pra comer, poucas que realmente querem saborear a ainda, porém digna, comida.
Nada como ter poesia no cardápio. Só ela consegue tornar palatável a crueza das nossas dores.
Seja bem-vindo, vamos tomar um café?
Ao coração que sofre, separado
Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,
Não basta o afeto simples e sagrado
Com que das desventuras me protejo.
Não me basta saber que sou amado,
Nem só desejo o teu amor: desejo
Ter nos braços teu corpo delicado,
Ter na boca a doçura de teu beijo.
E as justas ambições que me consomem
Não me envergonham: pois maior baixeza
Não há que a terra pelo céu trocar;
E mais eleva o coração de um homem
Ser de homem sempre e, na maior pureza,
Ficar na terra e humanamente amar.
BILAC, O. Ao coração que sofre. In: Antologia Poética. Porto Alegre: L&PM Pocket, 1997.