Sinto falta da biblioteca daqui de perto de casa. Era tão rápido chegar lá, eu conhecia as pessoas, eram pessoas boas, simpáticas. E tinha um jardim, ar condicionado, vários livros e quadrinhos que eu queria ler.
Lembro de ter ido lá uma vez pra estudar mesmo. Levei os cadernos, separei uma daquelas mesas redondas só pra mim. Acho que queria estudar geografia... Algo me diz que tinha marca texto e eu só usava o marca texto no livro de geografia. Fiz várias anotações nele também.
Eu fui sozinha nesse dia para estudar. Não que eu fosse sempre sozinha pra lá, porque levei muita gente pra conhecer a biblioteca, muita mesmo. Tem outra biblioteca por aqui, mas ela não é tão perto assim, é pra lá da casa da avó do Lucas, quase chegando na praça Saens Pena. Com esse sol na minha cabeça, dá até desanimo ir andando até lá e tem aquele outro motivo... Que eu não sei bem o nome. Mas sei que tem e que essa biblioteca distante não é igual a minha aqui de perto.
Tinha um ninho de passarinho na janela da minha sala preferida. E portas de vidro na sala com ar condicionado que davam para o jardim.
Será que eu conseguiria estudar lá hoje em dia? (mesmo que não fosse geografia)
domingo, 20 de janeiro de 2019
segunda-feira, 7 de janeiro de 2019
São 4:10 da manhã
Estou de calcinha e sutiã e to me sentindo dona do mundo.
Sou gata, hein.
Queria ver o dia nascer, mas sei lá, amanhã é segunda.
Algo me diz que o sol que nasce no sábado é mais bonito.
Sou gata, hein.
Queria ver o dia nascer, mas sei lá, amanhã é segunda.
Algo me diz que o sol que nasce no sábado é mais bonito.
quarta-feira, 5 de setembro de 2018
A descoberta
Eu sou uma pessoa.
Só uma pessoa.
Não sou uma profissão, não sou a moda, não sou um salário e nem outras distrações.
Eu sou uma pessoa que sente, imagina e lê.
Só uma pessoa.
Não sou uma profissão, não sou a moda, não sou um salário e nem outras distrações.
Eu sou uma pessoa que sente, imagina e lê.
terça-feira, 7 de agosto de 2018
Meu cabelo e eu
A moça da cantina me olhou e perguntou o que havia de diferente em mim. Respondi que a única coisa que eu tinha mudado era o cabelo, já que parei de alisar.
- É, ta com mais vida.
Aceitar o meu cabelo foi a atitude mais corajosa que eu tive nos últimos seis meses. às vezes me sinto impaciente para ver logo como ele vai ser, comprido ou curto. Ansiosa pra saber como eu sou por dentro, se é cacho de uva ou onda de mar.
- É, ta com mais vida.
Aceitar o meu cabelo foi a atitude mais corajosa que eu tive nos últimos seis meses. às vezes me sinto impaciente para ver logo como ele vai ser, comprido ou curto. Ansiosa pra saber como eu sou por dentro, se é cacho de uva ou onda de mar.
quarta-feira, 18 de julho de 2018
Um sujeito sem predicado
Definir alguém nos leva a buscar, a encontrar predicativos suficientes para este fim. Porém, muitas vezes não conseguimos encontrar ou enxergar condições para tornar esse predicado nominal. Ser e estar são nossas condições, seja na vida ou no mercado de trabalho; ora sozinho ou em grupo, não importa, desde que esse sujeito, simples, consiga se postar adequadamente ao se tornar composto, numa convivência saudável na contextualização da vida, que possa permitir a sua predicação.
Morfologicamente, os adjetivos existem para qualificar ou caracterizar um substantivo, mas, dentro da Sintaxe, na sua análise, corrobora com o sujeito, qualificando-o, conferindo-lhe atributos que identifiquem seu estado ou sua qualidade. Assim somos nós - pessoas comuns, cidadãos, trabalhadores - que precisamos, aliás, necessitamos, absolutamente, de inúmeras predicações durante toda a nossa trajetória de vida, pessoal e profissional, para não fazer com que a nossa passagem pela terra seja oração sem sujeito ou um sujeito indeterminado, diante da falta de tantas condições de adjetivação sobre as nossas atitudes.
As nossas atitudes e a nossa postura no mundo permitem que sejamos sempre avaliados. Postar-se adequadamente sob os preceitos que regem a sociedade é conveniente para o nosso período seja longo, coeso e coerente, sem erros, bem trabalhado, de fácil leitura e compreensão, acessível a muitos, apreciado por poucos, pode ser, e que não faltem adjetivos para torná-lo rico em predicados, valorizando um sujeito que pode até ter nascido simples, porém, jamais oculto.
Assim é a Sintaxe da vida, amigos, que se constrói com as mais diferentes classes, não gramaticais, e sim, sociais, que às vezes peca numa perfeita e justa análise de um sujeito, deixando-o sem predicação, quando muitas vezes não lhe faltam qualidades.
Carlos Delano Rebouças
domingo, 15 de julho de 2018
2 créditos
Que sensação é essa?
Eu quero listar muitas coisas para fazer. Coisas que eu não pude, ou que pelo menos pensei não poder fazer, nesses anos de graduação. Essa semana eu começo a trabalhar na dependência do colégio pela primeira vez nos dois turnos em colégios diferentes e ainda nem comecei a montar o meu material de trabalho. Ainda nem começou a semana e eu já estou apavorada em ter que vivê-la.
Não são os alunos, não é acordar cedo, não é nada mecânico. É o medo de não dar com paixão as minhas aulas. Talvez nem conseguir dar boas aulas.
Cheguei a conclusão de que a dependência vai acabar e já estarei em agosto (o mês que nunca acaba). Então as aulas voltam na Letras e eu preciso voltar a frequentar o grupo de cultura pop e finalmente terminar a monografia para só depois disso fazer as minhas coisas da lista.
Acho que vou me dar uma semana, talvez duas. Depois eu procuro os cursinhos para concurso e pronto, minha vida volta ao mesmo ritmo de não-poder-fazer-coisas-prazerosas-porque-estou-preparando-meu-futuro.
Vamos a lista
Bordar toalha
Ver anime
Decorar música em japonês
Jogar
Arrumar e limpar a estante
Ir no Point HQ
Eu quero listar muitas coisas para fazer. Coisas que eu não pude, ou que pelo menos pensei não poder fazer, nesses anos de graduação. Essa semana eu começo a trabalhar na dependência do colégio pela primeira vez nos dois turnos em colégios diferentes e ainda nem comecei a montar o meu material de trabalho. Ainda nem começou a semana e eu já estou apavorada em ter que vivê-la.
Não são os alunos, não é acordar cedo, não é nada mecânico. É o medo de não dar com paixão as minhas aulas. Talvez nem conseguir dar boas aulas.
Cheguei a conclusão de que a dependência vai acabar e já estarei em agosto (o mês que nunca acaba). Então as aulas voltam na Letras e eu preciso voltar a frequentar o grupo de cultura pop e finalmente terminar a monografia para só depois disso fazer as minhas coisas da lista.
Acho que vou me dar uma semana, talvez duas. Depois eu procuro os cursinhos para concurso e pronto, minha vida volta ao mesmo ritmo de não-poder-fazer-coisas-prazerosas-porque-estou-preparando-meu-futuro.
Vamos a lista
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domingo, 1 de julho de 2018
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