quinta-feira, 28 de junho de 2018

As primeiras últimas vezes

Andando pela faculdade por essas semanas de junho me dei conta de que minha cabeça estava a frente do meu presente. Me peguei pensando se aquela não seria a última vez que eu devolvia um livro à biblioteca ou se aquela não seria a última aula que eu assistiria. E de tanto pensar na mitológica "Última aula" atribuí a ela uma responsabilidade maior do que a coitada deveria carregar. Quanto mais expectativa eu criei para a aula, mais ela dava na minha cara. Quatro anos e meio de Letras para não aprender a desfrutar a brevidade dos textos falados? Para monitorar aquilo que é construído ali, na sua frente, que pode ser uma escultura em cristal, mas também uma argamassa empelotada e grossa.
A aula queria ser um anjo cristalino e as minhas expectativas e cobranças quase a transformou num muro chapiscado. A minha sorte é que ainda não acabou e eu posso entrar livremente pela sala dos meus amores, digo, professores, e assistir a um lindo espetáculo de gelo. Let it go!


quarta-feira, 13 de junho de 2018

Aproveita que você tá em pé

E pega uma água pra mim.
Vou aproveitar que estou aqui e prometer nunca mais jogar fora minhas lembranças por causa de terceiros.
Só por precaução.


Mariana Cunha Dutra.

(sem letras miúdas)

A segunda em três meses

Será essa a sensação de um hiato? Eu como autora sinto a responsabilidade me cobrar hoora ou outra, mas me permito sumir por um tempo. Dar justificativas ou pequenas esperanças não é bom. Mendigar em si não é bom, nem no quesito artístico. Agora consigo entender, agora consigo parar de pedir por próximos capítulos e pelo final daquele mangá tão incrível.
Deixa a moça, deixa a moça que uma hora ela volta. E, se não voltar, deixa a moça.


Anata, Utada Hikaru

domingo, 25 de março de 2018

Meu amigo passarinho,

Desculpe desaparecer tanto tempo. A vida vai bem naquele aspecto que tanto me faltou. Agora vai bem e estou muito feliz. Feliz e calma como antes nunca estive, ou se já estive não me lembro. Também, tudo o que penso agora é em como essa sensação é boa. Lutei, fui justa comigo, estou colhendo meus resultados.
Esse deve ser o segredo para todas as coisas. Lutar, querer muito, confiar, ter fé e ser justo consigo mesmo. 
Meu querido blog, tudo vai bem com o meu coração, finalmente. Agora eu preciso seguir adiante e lutar por outros aspectos (sem jamais descuidar deste, é claro). Quero um bom posicionamento profissional e é pra isso que vou dar minhas forças agora.

Na teoria nos chamamos cidadãos

"de sua lógica explicativa, o Estado, na visão liberal, emergiria de um
contrato social. E para que este ocorresse, hierarquizavam duas modalidades –
ou estados – de vida dos homens: o “estado de natureza” ou o “estado civil”, sendo
este último a forma de vida humana mais “civilizada”e “progressista”, posto ter
como base o contrato social.

O “estado de natureza” – ainda que variasse sensivelmente entre os distintos
pensadores liberais do período – implicava num modo de vida “a-social”, onde os
homens viviam em permanente barbárie e guerra, obedecendo estritamente a
seus apetites individuais, seus desejos, seus instintos (Mendonça, 1998). Nesse
“estado”, o homem estava fadado ao próprio extermínio, pois as lutas frequen-
tes entre individualidades múltiplas levariam à destruição da própria espécie.

Tratava-se, assim, de um estado apolítico e nocivo, onde o convívio social sequer
se fazia possível. Se esta era uma das “leis” universais da conduta humana, algo
deveria ser feito para impedir a autodestruição dos homens.
E este “algo”, superada a interveniência divina, seria a “Lei”, derivada do
contrato social. Ou seja, um dado grupo de indivíduos decidiria, num dado mo-
mento, pôr fim a este estado – ou modo de vida – e, para tanto, todos eles de-
veriam abrir mão de seus direitos e prerrogativas individuais, em nome de um
outro elemento – o Soberano – tido por capaz de frear as consequências funestas
do “autogoverno” até então vigente. Essa era a origem do chamado “estado (ou
sociedade) civil”, sendo o termo derivado do latim civilitas – civilização – ou mes-
mo civitas – cidadão."


Mas na prática ainda me sinto na barbárie.


quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Estudos

Estou orgulhosa por pegar o caderno, o livro e estudar nas férias como havia prometido. Já me saíram algumas linhas na monografia. Eu não a via há tanto tempo que ela foi teimosa e agora está se fazendo de difícil, não me deixa fazer fluir de jeito nenhum. Já estamos brigando há três dias!
Claro, não é culpa dela. Nesses períodos de pausa entre um parágrafo e outro eu me pergunto se é isso que eu quero estudar para o resto da vida (mestrado, doutorado). O assunto do riso é interessante, mas não é minha paixão.
Preciso estudar algo relacionado a desenhos. Eu só não sei o que. Eu só não sei se Disney, animes ou mangás. Bom, antes de pensar nisso, eu preciso concluir essa moça difícil primeiro. Deve ser por isso que está demorando... Deve ter ciúmes, eu ainda nem acabei e já to pensando em outra kkkk'
Desculpa, mono.