quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Rafa

 Pois hoje, depois de anos de jejum, ganhei um "TA FAZENDO MERDA, MARIANA" e um "te amo", desse jeito com aspas. 

Nem no meu melhor sonho eu poderia imaginar algo assim acontecendo em 2022. Obrigada, ano, obrigada tempo, obrigada Deus e todos os deuses, obrigada tudo e, principalmente Nimb Tormeta, que tem uma filosofia própria que trouxe o Rafa até o meu story hoje. 

Sinto como se uma grande paz invadisse o meu coração e uma porta se abrisse, cheia de luz. Consigo ver todo um passado de alegria e fraternidade dissipando as mágoas e os pedidos de perdão, consigo sentir que em algum lugar no céu alguém ticou essa pendência desta encarnação. Amém. Amém por todos os áudios e mensagens, amém pelo amor que constrói, pela maturidade, por hoje.  




segunda-feira, 11 de julho de 2022

Na dúvida, procurei no dicionário o significado de "resignação"

re·sig·na·ção
(resignar + -ção)
substantivo feminino

1.  Ato ou efeito de resignar.

2. Submissão à vontade de Deus.

3. Exoneração espontânea de uma graça ou de um cargo.

4. Sujeição paciente às contrariedades da vida. = CONFORMIDADE


O remédio para o medo é a resignação? 

Acabei ficando com mais uma pergunta. 

Terapia, sim ou com certeza?

Existe uma grande diferença entre "ser" alguém, "ser alguém na vida" e "ser reconhecido como alguém". Esses conceitos acabaram se fundindo e confundindo a minha inocente cabeça de jovem-não-tão-jovem-assim. 

Comecei pensando que "ser alguém na vida" significava ter um emprego de carteira assinada. Daí o Ministério do Trabalho acabou, estudante passou a ser vagabundo e carteira assinada virou unicórnio no Brasil. Então ficou resumido, "ser alguém na vida" significa ter um emprego. Daí vieram três crises econômicas, uma pandemia, uma sequência de presidente bosta e a necessidade de muita terapia. 

 Na terapia, santa Julinha, aprendi que "ser alguém na vida" não é sinônimo de "ser", que o meu trabalho não sou eu, que eu existo, olha só, como um ser humano fora da minha profissão e ambiente de trabalho. Muito bem, quase tendo alta dessa questão particular, vem uma nova pergunta: mas eu to sendo reconhecida como alguém? 

As pessoas olham pra mim e me vêem? Ao que parece, até o presente momento, não. Porque nem todo mundo faz terapia e, consequentemente, não entende que a pessoa feminina pode existir - e pensar, veja bem - sem ganhar dinheiro o suficiente para "ser alguém na vida". 

Eu sou? Eu sou sim, me reconhecem e me respeitam? Não. Agora uma última pergunta, sou eu quem precisa de terapia pra viver com essa gente ou são eles que precisam de terapia pra cuidar da própria vida?

OK, só mais algumas palavras sobre copywriting

Eu me sinto como uma atriz que fez uma pequena participação figurativa num Shakespeare da vida e agora tá sendo introduzida ao mercado pornô. Tive uma pequena amostra de tudo aquilo que a palavra pode ser em seu esplendor, e agora estou aprendendo a usá-la para estratégias de venda. Shakespeare, pornochanchada. É isso. 

segunda-feira, 13 de junho de 2022

Paola, a marketeira

Comecei a estudar superficialmente sobre marketing. Bom, pelo menos eu acho que Copywriting é um braço ou via da publicidade/propaganda. Só tenho uma coisa a dizer: o copywriting é a subversão da língua portuguesa (ou de qualquer língua em que estiver a serviço). Boas mentes deveriam pensar a língua em seu esplendor artístico, em sua potência literária e não em prol de estratégias de convencimento, conversão e multiplicação de leads. 

Lembro-me da semana de palestras de profissões na escola. Selecionei cuidadosamente o que queria assistir, apesar de já saber o que eu queria e a que já me dedicava. Participei ativamente (e tão ativamente que me lembro) das palestras de Comunicação (com ênfase em publicidade/propaganda) e Marketing. Meu grupo e eu questionamos o professor e palestrante sobre as propagandas do Dolly Guaraná e ele deu uma resposta brilhante sobre seleção do público infantil e a permanência na memória coletiva pelo ódio da musiquinha. Você não tomava Dollynho, mas sabia cantar, cantava com seus amigos e falava/zoava sempre que podia, não é? Segundo o palestrante isso é basicamente a estratégia do "vai se lembrar pela força do ódio". 

Beatriz assistiu a palestra de marketing comigo, Lara assistiu a de comunicação e parece ter gostado muito (gostou a ponto de ir cursar, veja só). Beatriz anotava as coisas num bloco pequeno, fazia perguntas pertinentes, era uma boa aluna, comunicativa, falante. Ela também estava no coral da escola comigo e já tinha escolhido, também secretamente, o que queria fazer da vida. Trocamos algumas palavras naqueles dias sobre termos gostado de Marketing e de boas faculdades que ofereciam esse curso, infelizmente nenhuma pública me vem a cabeça. 

Numa dessas palestras, levantei a mão pra perguntar se a faculdade particular que estava se ocupando da organização daquele evento tinha graduação em espanhol. Não, não tinha. Subiu o ódio pela garganta e voltou pelo mesmo caminho, o que sobrou da minha revolta saiu pelos olhos. 

Anos depois, entrei pra Letras, e, de maneira muito surpreendente, Beatriz também. Mas o sonho dela, o grande, o de verdade mesmo, não era aquele e ela não o deixou dormir. Bia está no meu Instagram e todas as vezes - todas as vezes - que eu a vejo no feed, ela está cantando. Do jeito que o sonho dela manda. E eu estou aqui, escrevendo uma crônica, porque é o que acontece quando uma genuína e saudosa estudante de Letras faz quando tenta ocupar o tempo com qualquer outro ofício ou profissão.

segunda-feira, 6 de junho de 2022

O nascimento de Paola

 É um tanto difícil sentir-se mal por alguma coisa e entender que você mesmo está causando o mal estar. A responsabilidade é minha pelo sinto? Eu consigo parar de me sentir assim? 

Estou cansada de ter medo. Medo de ser sacaneada. Medo de investir meu tempo e afeto em alguém que vai me sacanear. Medo de ser trocada, traída. 

É isso... Qual é a fórmula mágica para parar de sentir esses medos? Algumas mulheres são fortes e se impõe de um jeito inteligente, mostrando que não admitem determinados comportamentos. Outras mulheres são benevolentes e fecham os olhos para tudo aquilo que não querem ver. Eu me sinto num continuum, indo e vindo, indo e vindo, sem saber onde estacionar, querendo a doce benevolência e o respeito ao mesmo tempo. 

A mulher doce e a mulher dura são exaltadas por suas próprias particularidades, mas a primeira não tem valor e a segunda gera muitos conflitos. A primeira é tola, a segunda é manipuladora. Ora, o segredo então é não parecer nenhuma das duas.  


quarta-feira, 1 de junho de 2022

Floki disse

 Oh, Bjorn, você sente as pontadas, não é? Talvez muito cedo.

O amor é algo para se experimentar mais tarde. Há outros desejos que devem ser explorados e satisfeitos primeiro.


Gostaria de ter tido um tio maluco que me tivesse me dito isso.