sexta-feira, 21 de julho de 2023

Eu sou a maré viva


 

A casa cheia, o coração vazio

Escorre do meu rosto um lamento arredio
O veneno acabou, a festa esvaziou
O tempo da inocência terminou

Os amigos que eu fiz e quem jamais voltou
Ferida que eu abri e a que jamais fechou
Para passar a luz que vence a escuridão
Pra eu tentar aquecer meu coração

Vão tentar derrubar, que é pra me ver crescer
E às vezes me matar, que é pra eu renascer
Como uma supernova que atravessa o ar
Eu sou a maré viva... Se entrar vai se afogar
Eu grito pro universo o meu nome e o seu
Ele vai me escutar

Eu mandei um sinal rumo ao firmamento
Eu forneci a prova cabal desse meu desalento
A sonda vai voar
Até não dar mais pra ver
Levando o que há de bom em mim
Levando pra você

E os que não estão mais aqui
Todos os que se foram
Eles vão me encontrar
Em outra dimensão
Onde não existe dor
Não se declara guerra
Quando estamos em paz

Vão tentar derrubar, que é pra me ver crescer
E às vezes me matar, que é pra eu renascer
Como uma supernova que atravessa o ar
Eu sou a maré viva... Se entrar vai se afogar
Eu grito pro universo o meu nome e o seu
Ele vai me escutar

Composição: Lucas Silveira

terça-feira, 18 de julho de 2023

Coincidência ou não, vai que

 Eu desejei com tanta intensidade que ninguém viesse para as aulas hoje que realmente até o momento não apareceu alma viva. Já até chequei o calendário, hoje é terça, dia das turmas OE e BB, eu não estou louca. Como pode todos terem faltado? São o que? Uns dez, onze alunos?

Acho que vou aproveitar e desejar com a mesma intensidade que eu durma e acorde e não esteja vivendo o meu problema pessoal do momento. Será que Deus consegue me conceder só mais esse simples desejo?


Quando não é uma coisa é outra

 Como se não bastasse uma vida perfeita pra sonhar, com marido e filho, me fizeram querer também o trabalho perfeito com reconhecimento e tudo.

Socorro, parem.

domingo, 16 de julho de 2023

Deitar cedo num domingo

 Já não sei mais com quem falar. Acho que preciso falar um pouco comigo mesma agora, mesmo não querendo repetir a história pela quinta vez. 

Estou tão exausta. Exausta por não dormir bem. Por me animar e desanimar pelo meu aniversário, por me sentir culpada porque meu ânimo depende da minha boa relação com outra pessoa. 

Abri meus olhos e ouvidos para a Mimi, o Guima, o Miguel e o Porto Alegre. Eu me sinto muito afortunada por ter pessoas tão amorosas e incríveis na minha vida, mas talvez seja a hora de visitar a minha Mari interna e entender o que ela tem a me dizer.

O que eu quero? Sou capaz de confiar? Até quando vou viver nessa aflição?


terça-feira, 20 de junho de 2023

Um mês para meu aniversário

 O que eu consigo fazer em um mês?

O que eu quero fazer antes de terminar esse ciclo?


- Fazer uma lista do que quero fazer até o próximo dia 20.

- Lavar a alma do meu quarto.

- Decidir a roupa que vou colocar. (coloquei uma aleatória)

- Participar do processo de mestrado da UERJ Maracanã. (esqueci)

- Não surtar toda semana com meu trabalho kkkkk (surtei)

- Limpar meus sapatos. (não limpei)

- Organizar finanças e programa de aulas. (me perdi nos horários)

- Fazer uma receita. (não fiz)

- Ler um pouco mais. (não consegui chegar na estante)

Minimalismo

 Depois de ver muitas séries de arrumação e minimalismo, começo a me despedir de algumas coisas. É um trabalho difícil. O que a Marie Kondo (santa Marie Kondo) faz com as pessoas é tipo um exorcismo, só que feito de um jeito bonitinho. 

Eu estou nessa há anos. Cada vez que arrumo o quarto querendo melhorar um pouco mais. Já pensando no futuro, já pensando mil coisas, vou me desfazendo aos poucos, vendendo uma coleção aqui, outra ali. Imagina colocar todas as minhas roupas de uma vez só em cima da cama, que terror. 

Espero conseguir me organizar, quero muito ter um ambiente de trabalho limpo e convidativo. Escrevo isso no meio da balbúrdia que está o meu quarto. Noutro dia estava pensando assim "eu já cresci tanto a ponto de não caber mais no meu quarto", não pela quantidade de coisas que tenho, mas pelo espaço que meu corpo precisa para viver, respirar. 

Uma tiny house (não muito tiny, com espaços bem definidos e divididos) já resolvia meu problema. É que ter uma coleção de louças japonesas dentro do meu armário não está me ajudando. Isso, é claro, perto das canecas e artigos de decoração do Mickey, das roupas que eu guardo porque um dia vou comprar uma máquina de costura e fazer peças novas a partir de tecidos velhos que tenho aqui. E, claro, dos mil casacos que não uso, porque 1. porque eu sou UMA pessoa e preciso de UM casaco de cada vez e 2. porque moro no fucking Rio de Janeiro e aqui, meu bem, nunca é necessário usar casaco. 

Dito isto, reservo aqui minha vontade de fazer um amigurumi da Marie Kondo num padrão de santinha de igreja católica.  


segunda-feira, 12 de junho de 2023

Será que eu consigo voltar a escrever?

 Me bateu uma saudade muito grande de vocês e das horas que eu passava escrevendo. Será que eu consigo escrever sobre vocês? Será que consigo gostar do que vou escrever sobre vocês?

Eu vou me esforçar bastante, vou sim. Fechando os olhos consigo ver algumas coisas acontecendo, algumas conversas bastante francas. Outras coisas começam a perder o sentido, como que justifica duas pessoas apaixonadas sem se conhecer? Como que...?

Eu vou ter que estudar história? Vou inventar um mundo só meu para que o trabalho de criar um mundo seja mais divertido que usar esse mundo que já existe? Não sei se isso importa muito, só importa essa memória boa de quando vocês viviam intensamente fora da minha cabeça. 

É hora de voltar.