A moça da cantina me olhou e perguntou o que havia de diferente em mim. Respondi que a única coisa que eu tinha mudado era o cabelo, já que parei de alisar.
- É, ta com mais vida.
Aceitar o meu cabelo foi a atitude mais corajosa que eu tive nos últimos seis meses. às vezes me sinto impaciente para ver logo como ele vai ser, comprido ou curto. Ansiosa pra saber como eu sou por dentro, se é cacho de uva ou onda de mar.
terça-feira, 7 de agosto de 2018
quarta-feira, 18 de julho de 2018
Um sujeito sem predicado
Definir alguém nos leva a buscar, a encontrar predicativos suficientes para este fim. Porém, muitas vezes não conseguimos encontrar ou enxergar condições para tornar esse predicado nominal. Ser e estar são nossas condições, seja na vida ou no mercado de trabalho; ora sozinho ou em grupo, não importa, desde que esse sujeito, simples, consiga se postar adequadamente ao se tornar composto, numa convivência saudável na contextualização da vida, que possa permitir a sua predicação.
Morfologicamente, os adjetivos existem para qualificar ou caracterizar um substantivo, mas, dentro da Sintaxe, na sua análise, corrobora com o sujeito, qualificando-o, conferindo-lhe atributos que identifiquem seu estado ou sua qualidade. Assim somos nós - pessoas comuns, cidadãos, trabalhadores - que precisamos, aliás, necessitamos, absolutamente, de inúmeras predicações durante toda a nossa trajetória de vida, pessoal e profissional, para não fazer com que a nossa passagem pela terra seja oração sem sujeito ou um sujeito indeterminado, diante da falta de tantas condições de adjetivação sobre as nossas atitudes.
As nossas atitudes e a nossa postura no mundo permitem que sejamos sempre avaliados. Postar-se adequadamente sob os preceitos que regem a sociedade é conveniente para o nosso período seja longo, coeso e coerente, sem erros, bem trabalhado, de fácil leitura e compreensão, acessível a muitos, apreciado por poucos, pode ser, e que não faltem adjetivos para torná-lo rico em predicados, valorizando um sujeito que pode até ter nascido simples, porém, jamais oculto.
Assim é a Sintaxe da vida, amigos, que se constrói com as mais diferentes classes, não gramaticais, e sim, sociais, que às vezes peca numa perfeita e justa análise de um sujeito, deixando-o sem predicação, quando muitas vezes não lhe faltam qualidades.
Carlos Delano Rebouças
domingo, 15 de julho de 2018
2 créditos
Que sensação é essa?
Eu quero listar muitas coisas para fazer. Coisas que eu não pude, ou que pelo menos pensei não poder fazer, nesses anos de graduação. Essa semana eu começo a trabalhar na dependência do colégio pela primeira vez nos dois turnos em colégios diferentes e ainda nem comecei a montar o meu material de trabalho. Ainda nem começou a semana e eu já estou apavorada em ter que vivê-la.
Não são os alunos, não é acordar cedo, não é nada mecânico. É o medo de não dar com paixão as minhas aulas. Talvez nem conseguir dar boas aulas.
Cheguei a conclusão de que a dependência vai acabar e já estarei em agosto (o mês que nunca acaba). Então as aulas voltam na Letras e eu preciso voltar a frequentar o grupo de cultura pop e finalmente terminar a monografia para só depois disso fazer as minhas coisas da lista.
Acho que vou me dar uma semana, talvez duas. Depois eu procuro os cursinhos para concurso e pronto, minha vida volta ao mesmo ritmo de não-poder-fazer-coisas-prazerosas-porque-estou-preparando-meu-futuro.
Vamos a lista
Bordar toalha
Ver anime
Decorar música em japonês
Jogar
Arrumar e limpar a estante
Ir no Point HQ
Eu quero listar muitas coisas para fazer. Coisas que eu não pude, ou que pelo menos pensei não poder fazer, nesses anos de graduação. Essa semana eu começo a trabalhar na dependência do colégio pela primeira vez nos dois turnos em colégios diferentes e ainda nem comecei a montar o meu material de trabalho. Ainda nem começou a semana e eu já estou apavorada em ter que vivê-la.
Não são os alunos, não é acordar cedo, não é nada mecânico. É o medo de não dar com paixão as minhas aulas. Talvez nem conseguir dar boas aulas.
Cheguei a conclusão de que a dependência vai acabar e já estarei em agosto (o mês que nunca acaba). Então as aulas voltam na Letras e eu preciso voltar a frequentar o grupo de cultura pop e finalmente terminar a monografia para só depois disso fazer as minhas coisas da lista.
Acho que vou me dar uma semana, talvez duas. Depois eu procuro os cursinhos para concurso e pronto, minha vida volta ao mesmo ritmo de não-poder-fazer-coisas-prazerosas-porque-estou-preparando-meu-futuro.
Vamos a lista
Bordar toalha
Ver anime
Decorar música em japonês
Jogar
Arrumar e limpar a estante
Ir no Point HQ
domingo, 1 de julho de 2018
quinta-feira, 28 de junho de 2018
As primeiras últimas vezes
Andando pela faculdade por essas semanas de junho me dei conta de que minha cabeça estava a frente do meu presente. Me peguei pensando se aquela não seria a última vez que eu devolvia um livro à biblioteca ou se aquela não seria a última aula que eu assistiria. E de tanto pensar na mitológica "Última aula" atribuí a ela uma responsabilidade maior do que a coitada deveria carregar. Quanto mais expectativa eu criei para a aula, mais ela dava na minha cara. Quatro anos e meio de Letras para não aprender a desfrutar a brevidade dos textos falados? Para monitorar aquilo que é construído ali, na sua frente, que pode ser uma escultura em cristal, mas também uma argamassa empelotada e grossa.
A aula queria ser um anjo cristalino e as minhas expectativas e cobranças quase a transformou num muro chapiscado. A minha sorte é que ainda não acabou e eu posso entrar livremente pela sala dos meus amores, digo, professores, e assistir a um lindo espetáculo de gelo. Let it go!
A aula queria ser um anjo cristalino e as minhas expectativas e cobranças quase a transformou num muro chapiscado. A minha sorte é que ainda não acabou e eu posso entrar livremente pela sala dos meus amores, digo, professores, e assistir a um lindo espetáculo de gelo. Let it go!
quarta-feira, 13 de junho de 2018
Aproveita que você tá em pé
E pega uma água pra mim.
Vou aproveitar que estou aqui e prometer nunca mais jogar fora minhas lembranças por causa de terceiros.
Só por precaução.
Mariana Cunha Dutra.
(sem letras miúdas)
Vou aproveitar que estou aqui e prometer nunca mais jogar fora minhas lembranças por causa de terceiros.
Só por precaução.
Mariana Cunha Dutra.
(sem letras miúdas)
A segunda em três meses
Será essa a sensação de um hiato? Eu como autora sinto a responsabilidade me cobrar hoora ou outra, mas me permito sumir por um tempo. Dar justificativas ou pequenas esperanças não é bom. Mendigar em si não é bom, nem no quesito artístico. Agora consigo entender, agora consigo parar de pedir por próximos capítulos e pelo final daquele mangá tão incrível.
Deixa a moça, deixa a moça que uma hora ela volta. E, se não voltar, deixa a moça.
Anata, Utada Hikaru
Assinar:
Postagens (Atom)
