quarta-feira, 18 de julho de 2018

Um sujeito sem predicado


Definir alguém nos leva a buscar, a encontrar predicativos suficientes para este fim. Porém, muitas vezes não conseguimos encontrar ou enxergar condições para tornar esse predicado nominal. Ser e estar são nossas condições, seja na vida ou no mercado de trabalho; ora sozinho ou em grupo, não importa, desde que esse sujeito, simples, consiga se postar adequadamente ao se tornar composto, numa convivência saudável na contextualização da vida, que possa permitir a sua predicação.
Morfologicamente, os adjetivos existem para qualificar ou caracterizar um substantivo, mas, dentro da Sintaxe, na sua análise, corrobora com o sujeito, qualificando-o, conferindo-lhe atributos que identifiquem seu estado ou sua qualidade. Assim somos nós - pessoas comuns, cidadãos, trabalhadores - que precisamos, aliás, necessitamos, absolutamente, de inúmeras predicações durante toda a nossa trajetória de vida, pessoal e profissional, para não fazer com que a nossa passagem pela terra seja oração sem sujeito ou um sujeito indeterminado, diante da falta de tantas condições de adjetivação sobre as nossas atitudes.

As nossas atitudes e a nossa postura no mundo permitem que sejamos sempre avaliados. Postar-se adequadamente sob os preceitos que regem a sociedade é conveniente para o nosso período seja longo, coeso e coerente, sem erros, bem trabalhado, de fácil leitura e compreensão, acessível a muitos, apreciado por poucos, pode ser, e que não faltem adjetivos para torná-lo rico em predicados, valorizando um sujeito que pode até ter nascido simples, porém, jamais oculto.
  Assim é a Sintaxe da vida, amigos, que se constrói com as mais diferentes classes, não gramaticais, e sim, sociais, que às vezes peca numa perfeita e justa análise de um sujeito, deixando-o sem predicação, quando muitas vezes não lhe faltam qualidades.

Carlos Delano Rebouças

domingo, 15 de julho de 2018

2 créditos

Que sensação é essa?
Eu quero listar muitas coisas para fazer. Coisas que eu não pude, ou que pelo menos pensei não poder fazer, nesses anos de graduação. Essa semana eu começo a trabalhar na dependência do colégio pela primeira vez nos dois turnos em colégios diferentes e ainda nem comecei a montar o meu material de trabalho. Ainda nem começou a semana e eu já estou apavorada em ter que vivê-la.
Não são os alunos, não é acordar cedo, não é nada mecânico. É o medo de não dar com paixão as minhas aulas. Talvez nem conseguir dar boas aulas.
Cheguei a conclusão de que a dependência vai acabar e já estarei em agosto (o mês que nunca acaba). Então as aulas voltam na Letras e eu preciso voltar a frequentar o grupo de cultura pop e finalmente terminar a monografia para só depois disso fazer as minhas coisas da lista.
Acho que vou me dar uma semana, talvez duas. Depois eu procuro os cursinhos para concurso e pronto, minha vida volta ao mesmo ritmo de não-poder-fazer-coisas-prazerosas-porque-estou-preparando-meu-futuro.

Vamos a lista

Bordar toalha
Ver anime
Decorar música em japonês
Jogar
Arrumar e limpar a estante
Ir no Point HQ


quinta-feira, 28 de junho de 2018

As primeiras últimas vezes

Andando pela faculdade por essas semanas de junho me dei conta de que minha cabeça estava a frente do meu presente. Me peguei pensando se aquela não seria a última vez que eu devolvia um livro à biblioteca ou se aquela não seria a última aula que eu assistiria. E de tanto pensar na mitológica "Última aula" atribuí a ela uma responsabilidade maior do que a coitada deveria carregar. Quanto mais expectativa eu criei para a aula, mais ela dava na minha cara. Quatro anos e meio de Letras para não aprender a desfrutar a brevidade dos textos falados? Para monitorar aquilo que é construído ali, na sua frente, que pode ser uma escultura em cristal, mas também uma argamassa empelotada e grossa.
A aula queria ser um anjo cristalino e as minhas expectativas e cobranças quase a transformou num muro chapiscado. A minha sorte é que ainda não acabou e eu posso entrar livremente pela sala dos meus amores, digo, professores, e assistir a um lindo espetáculo de gelo. Let it go!


quarta-feira, 13 de junho de 2018

Aproveita que você tá em pé

E pega uma água pra mim.
Vou aproveitar que estou aqui e prometer nunca mais jogar fora minhas lembranças por causa de terceiros.
Só por precaução.


Mariana Cunha Dutra.

(sem letras miúdas)

A segunda em três meses

Será essa a sensação de um hiato? Eu como autora sinto a responsabilidade me cobrar hoora ou outra, mas me permito sumir por um tempo. Dar justificativas ou pequenas esperanças não é bom. Mendigar em si não é bom, nem no quesito artístico. Agora consigo entender, agora consigo parar de pedir por próximos capítulos e pelo final daquele mangá tão incrível.
Deixa a moça, deixa a moça que uma hora ela volta. E, se não voltar, deixa a moça.


Anata, Utada Hikaru

domingo, 25 de março de 2018

Meu amigo passarinho,

Desculpe desaparecer tanto tempo. A vida vai bem naquele aspecto que tanto me faltou. Agora vai bem e estou muito feliz. Feliz e calma como antes nunca estive, ou se já estive não me lembro. Também, tudo o que penso agora é em como essa sensação é boa. Lutei, fui justa comigo, estou colhendo meus resultados.
Esse deve ser o segredo para todas as coisas. Lutar, querer muito, confiar, ter fé e ser justo consigo mesmo. 
Meu querido blog, tudo vai bem com o meu coração, finalmente. Agora eu preciso seguir adiante e lutar por outros aspectos (sem jamais descuidar deste, é claro). Quero um bom posicionamento profissional e é pra isso que vou dar minhas forças agora.