sábado, 19 de setembro de 2015

O universo na casca de noz

Desculpe, Stephen Hawking, mas eu acho que eu to sacando tudo de teoria do impossível (que tem a chance de 0,00000000000000001% de acontecer) e esse título é completamente perfeito para esta situação:

- Então, Mari, eu preciso ir embora.
- Ta bem. Já está tarde, vou chamar um táxi.
- Ah ta. Eu espero, melhor. Mas... Você sabia que o Pedro trabalha com o pai, que é taxista, atendendo ligações?
- Sério, eu não sabia. Pera, atendeu aqui.

"- Alô? Táxi Confiança, boa noite.
- Boa noite, com quem eu falo?
- Hã... Pedro.

Longa pausa


(Gesticulando para a Tai para o telefone sem proferir sons)
- O NOME DO CARA É PEDRO.

Muitos risos
Daí eu comecei a rir. E a chamei para atender o telefone no meu lugar.

- Ah. Oi. Eu quero um táxi para ***, por favor.
- (ele fala alguma coisa)
- Por um acaso seu sobrenome é **?
- (ele concorda)
- Ah! Oi, dindo. O táxi é pra mim, é a Tai.

De todas as cooperativas do Rio de Janeiro, foi a do Pedro. De todos os atendentes disponíveis para atender o telefone, foi o Pedro. E colocando essa coincidência absurda em números, algorítimos, e binários e essa porra ai, temos a teoria da IMPOSSIBILIDADE.

Obrigada.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Monitoria

(...)

- E tem os poríferos também.
- Qual é a principal característica deles?
- Eles tem buraquinhos para filtrar e tal...
- Melhor que isso. Eles tem poros. Senão seria buraquíferos.

Porque tudo acontece em setembro




Enciclopédia das Cores

Da altura das nuvens, onde vivia, partiu para um lugar igualmente calmo e puro: uma pequena fazenda de algodão cujos pais eram, também, pastores de ovelhas. A menina observava os cordeirinhos aprendendo a andar, a seguir a mãe e a compartilhar com ela mesma o precioso leite que bebiam. Naquele tempo dava para acreditar que além dos ursos, no meio da neve, havia, também, um senhor bonzinho com uma longa barba a preparar presentes para as boas crianças.

Muitas colheitas aconteceram no seu quintal e quando deu por si, já estava mirando os preciosos botões de pérola de seu vestido de noiva. O enxoval das núpcias estava arrumado sobre a cama para depois de seu primeiro banho de espuma. Dito sim ela passou a noite abraçada a seu amado sob a luz de uma brilhante lua cheia e assim uma certa pomba voou em direção aos céus para que novamente Pégasus se unisse a ela na missão de enviar, para o ventre daquela moça, um sonho.


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Pequeno


Banheiro de ônibus

Você entra. Aí alguém fecha a porta com você lá dentro e fica tudo escuro.
- Raquel. Ta escuro aqui. Se eu tivesse claustrofobia eu já tinha morrido.
- Ah. Verdade. Mas pra acender a luz basta trancar a porta.
Plim. A luz acendeu mesmo. Ai ta né. Você percebe que o sanitário é pequeno e redondo e tem muitos lugares para segurar ao redor do banheiro. Escolhi dois e tentei. Pra quê?
O ônibus nunca fez tantas curvas comigo lá dentro e pra piorar meu xixi não queria sair reto... Ia mais pra esquerda, sei lá como fez isso.
Bem, tudo terminado, hora de lavar a mão. Cadê a água?
- Ah, legal, tem um botão escrito "água".
Aperta e... UHUL, água.
- Agora para sozinho né? Ele deve soltar uma quantidade de água pra lavar a mão e para né...
Não parava.
APERTA O BOTÃO, APERTA O BOTÃO.
Parou. Ufa.
E agora pra sair... Nossa, como a porta é dura. Vou empurrar com o ombro né.
BLAM. Abriu :3

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Um casal de filhos e uma mãe solteira

Ouvir que o filho mais velho, o que tinha sumido, só estava escondido no seu armário. Com medo do que você falaria, com medo de que você olhasse dentro dos olhos dele e visse nele a personificação das brigas com o ex marido.
O filho mais velho sofre um tipo de excomungação que o mais novo nem sonha. Porque quando o mais novo nasce, a mãe já está quase sarada, e suspira. Ela lembra com tristeza, mas sem lágrimas.
O filho mais velho participa da dor enquanto o mais novo tem uma breve noção do que ela é.
O filho mais velho sempre compreende. Porque ele viveu a separação. O que é uma pena... Porque ele não era um motivo. Nunca foi o produto de um problema, mas o resultado de quando o ódio ainda era amor.